2.7.12

Imagem daqui.

Quando o meu sobrinho I. júnior nasceu eu já namorava com o H. Sempre disse que não queria que lhe chamasse tio, porque as coisas podiam correr mal e não queria essa ligação que, para mim, se tornava ainda mais forte. Hoje, com ou sem tio, eles adoram-se. O I. delira com o H. e diz que ele não é seu tio, e isso não faz falta nenhuma. Eu quando nasci tinha muitos tios e o que não é de sangue era um dos melhores. Ele fez parte da minha vida desde sempre. É o pai dos meus primos/irmãos, é o tio que nunca me chateou a cabeça, é o tio que eu respeito como nenhum, é o tio que esteve sempre lá. Pos-me a minha alcunha e o irmão dele dançava comigo desde sempre. Ele e a minha tia vão seguir rumos diferentes e isso vai implicar uma distância imensa que não vou estar para aqui a alargar-me, mas vai. E eu só quero que esse dia demore a chegar, porque vai ser uma das maiores facadas da minha vida, o dia em que me despedir dele. Porque eu vou fazer com que não seja para sempre, mas no fundo acho que será. E as festas de família terão muito menos piada e eu não terei mais bons parceiros para dançar. Um dia que me case guardo a esperança de que ele venha. E com isto tudo a minha tia significa ainda menos para mim, embora "entre marido e mulher ninguem meta a colher". E tenho pena, porque para mim ele é mais, muito mais, do que a minha tia de sangue. As ligações para serem fortes não precisam de sangue nenhum, e no fundo é isto.
E por tudo isto, este será um péssimo mês. Um mês de amargos (re)encontros.

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