29.7.12

Meu amor de quatro patas...

... hoje vou deixar de te procurar. Ao fim de duas semanas e meia sinto que "não vale a pena". Sei que se estiveres vivo irás procurar a tua casa e voltar. Porque as gatas que por aí andam vão deixar de ter o encanto com que te conquistaram ou, se por acaso estás noutra casa, ninguém te tratará como foste tratado e amado aqui. Foste o gato que mais marcou a minha vida, quando eu dizia que era a tua mãe eu sentia-o mesmo. Fui a melhor dona que podia ter sido, dei-te o máximo de mimo que consegui e tentei sempre fazer-te as vontades. Tu sabes como nunca ninguém quis que rapasses o meu prato e como eu sempre deixei. És o gato mais inteligente que conheci na minha vida, e vais ficar sempre comigo, aqui no meu coração (e na minha Pandora). Escrevo cada palavra a chorar, com o sabor triste da despedida e com a fé imensa num regresso a esta casa que te espera tanto como se o teu e o nosso sangue fosse o mesmo. Tenho saudades de dormir contigo, agarrado a mim, abraçado ao meu pescoço e tenho saudades que me acordes a meio da noite para te fazer festinhas. Até a avó me acordava para eu não me mexer muito, para não te incomodar. Choro e sofro por ti como há muito nao sofria, e tudo o que me acontece de bom na vida está com um sabor completamente amargo. Desde que foste embora que a casa está vazia...e eu estou tão sózinha. Se estivesses aqui agora aposto que estavas no sofá, nas pernas da minha mãe, aquela que respeitas como ninguém, e eu olhava para ti, fazia-te uma festinha e tu ronronavas. Mas a vida prega-nos partidas, comigo então tem sido uma brincalhona daquelas, e eu não sei de ti, não sei como estás. Tem trovejado e por isso algo me diz que não voltas, mas quando quiseres vem, porque estaremos sempre, mas SEMPRE, á tua espera.
Foste o melhor amigo que alguém pode ter. E neste momento, a tua ausência é uma dor daquelas que me destrói mesmo. Por favor vem, a dona dá-te leitinho e biscoitos :)

(Texto relativamente imbecil, mas que fez deitar um pouco o que sinto cá para fora. A puta da saudade mata que dói e o computador qualquer dia vai a arranjar por excesso de humidade).

2 comentários:

Cláudia, Vila do Conde disse...

Eu sei o que estás a passar e não é nenhum texto imbecil...é um texto cheio de sentimento...quando o meu cão morreu também morreu um pouco de nós...ele era como um membro da família...Bjoca*

Ana FVP disse...

Fiquei de coração apertado. Se entretanto tiveres boas novidades avisa...