23.7.14

Ponto final.

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Dois anos depois o cenário repete-se, ainda que noutras circunstâncias. Dois anos depois volto a perder um animal de estimação que amava com todas as forças do mundo. Um animal que me ajudou a cicatrizar as feridas da perda do outro. Dois anos depois volto a perder a vontade de escrever neste blog. Perdi o meu gato, atropelado por alguém que seguiu caminho e questiono-me porque me acontece sempre a mim. Em pleno mês de Julho. Quando há tanta gente a abandonar e maltratar os animais, sou eu quem os perde. Neste momento não me apetece escrever mais aqui, até porque este blog anda sem coisas para vos contar. Não o vou eliminar porque há tanto em cada palavra, em cada ano de blog. Contei aqui as minhas aventuras da tese, do estágio, do primeiro trabalho na área, do meu desemprego, da minha carteira profissional. Contei tanto aqui que não quero perder este espaço tão meu. Quem sabe se, há semelhança do que aconteceu há dois anos atrás, eu não voltarei. Por agora fico-me por aqui. Para muitos é um exagero, mas tenho um luto para fazer que dói de uma forma estrondosa. Obrigada pelos momentos partilhados. Foi mesmo bom ter-vos por aí.

Um beijo
Coquinhas.

11.7.14

Aos olhos dos outros...

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...era só um Gato, mas eu ainda choro o dia em que ele saiu pela porta fora, arrastando com a sua cauda cinzenta o cortinado, e não mais voltou. Faz hoje dois anos. Nunca aceitarei.

9.7.14

Hoje...

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...foi dia de chilli com os amigos. Um serão tranquilo que deu para engordar uns 3,5kg :)

5.7.14

3

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Três dias de folga. Coisinha tão boa. Hmmm. Hoje já foi um dia de correria gigante e ainda há roupinha para passar e um jantar de amigos (na casa deles eheh). Nem dei pelo dia passar. Buh.

Bom fim-de-semana minha doce gente :)

1.7.14

A minha vida.

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Tenho "finalmente" um quarto com janelas e uma casa de banho com banheira, mas não encontro uma tampa compatível. Tenho um trabalho que uns dias me faz sentir bem, outros nem tanto. Tenho todos os meses um salário, mas todos os meses tenho que ver se esta correto. Tive uma entrevista de emprego daquelas que nos fazem subir um pouquinho o ego, mas não me disseram mais nada. Tenho uma viagem marcada, mas tudo me assusta nela. Tenho roupa bonita, mas ando quase todos os dias de farda. Tenho uma casa linda, mas tenho tantas saudades da minha mãe e da minha avó (ainda que as veja todos os dias). Tenho "muitas" amigas, mas maioritariamente sinto-me sozinha. Tenho carteira profissional de jornalista, mas tenho que a devolver. Tenho um gato e um cão, mas há quase dois anos vi um gato sair pela minha porta e não voltou. Ainda o choro. Agora, por exemplo, choro. Tenho um afilhado bebé, mas está longe. Tenho um curso superior, mas sou vendedora de loja. Tenho um cabelo lindo, mas o meu nariz cada vez está mais torto. Tenho um sobrinho que adora água, mas eu fico sempre assustada quando ele está na praia. Tenho um namorado que amo, mas sou desajeitada com os afetos. Amo a minha mãe e a minha avó, mas sei que nunca lhes conseguirei dizer. Gosto de dançar, mas não tenho quem me acompanhe. Tenho um tio que gosta de dançar comigo, está na Suiça. Um dia quis ser poeta, perdi-me no meio das palavras. Um dia quase fiz um mestrado, mas não acabei a tese. Um dia, numa discoteca Algarvia, duas raparigas quiseram saber de onde era o macacão que eu vestia, mas alargou no meu corpo. Tenho tanto nesta vida, e tenho tão pouco. Tenho uma família que acredito ser tão bonita, mas existirá sempre uma pedra no nosso sapato: chama-se álcool. Nunca ninguém, à excepção de quem passa pelo mesmo, conseguirá entender.

Hoje apeteceu-me escrever. Assim. Sem mais nem porquê. Sem saber que palavras me iriam sair. Eu escrevia assim aos 15 anos. Hoje, finalmente, oiço os duetos de Paulo Gonzo. Hoje é um dia mau. Só porque sim. Sem mais nem porquê.