31.1.12


Esta menina colocou um desafio que tem sido divulgado em diversos blogs. E eu decidi aceitar (embora ache que não vai ser cumprido na íntegra). Assim como assim vamos tentar :D

E hoje podia muito bem vir falar de uma das minhas melhores amigas que só me fala do excesso de trabalho na área que tem (tendo mesmo que recusar algum), dos iPhone's e iMac's, da viagem, do facto de ir para o ginásio ou até mesmo do facto de ela e o namorado estarem a pensar comprar um iPad, esquecendo-se que apesar de ficarmos (eu e restantes amigas) muito felizes por elas nós temos uma vida bem mais "miserável" ... mas apetece-me simplesmente dizer que amanhã vou passear com o melhor namorado do mundo. O meu, portanto.

Serra da estrela nos aguarde :) E agora a pergunta fica no ar, será que isso é longe ou perto da minha casa, hmmm?

30.1.12


Acho que já sei o qu lhe vou dar no dia dos namorados. Ainda é a pensar, mas em princípio assim será :) E ele vai gostar. Ai vai vai.

29.1.12


Tenham um Domingo feliz e uma semana cheia de energia e coisas boas :) (eu vou só ali trabalhar um bocadinho) ***

27.1.12

Lembram-se da entrevista de Segunda-Feira? Também não fiquei. Definitivamente a vida corre-me bem.

Hoje a minha irmã está a terminar o 12º ano. Há duas noites que ela se deita ás 5 e tal da manhã, levanta-se às 8h, deixa o mais novo no infantário e vai para o estágio. Sai às 5h, vai buscar o mais novo, vai para casa e tem tudo para fazer enquanto aguarda o mais velho. Depois é o caos naquela casa, um a brincar e a falar muito alto, outro que quer ver tv e não quer fazer os deveres. O jantar, as camas por fazer. O marido que por causa do trabalho chega sempre tarde. Ontem faltavam três trabalhos. Começou a faze-los às 22.30h. Acabou às 5 e tal.
Mas este é um sonho dela. Hoje fica com o 12º ano concluído ao fim de muito tempo, e como se trata de um curso profissional fica com carteira profissional também.
Talvez amanhã ela consiga realmente descansar. Pelo menos sei que estará feliz. E eu estou por ela. Como ela esteve sempre em cada vitória minha, hoje estou muito feliz por ela. Gosto desta capacidade das minhas irmãs (mais velhas) "acabarem" os estudos agora. Nunca é tarde.
Para a que acaba hoje, a L., desejo sorte e espero de todo o coração que consiga um trabalho naquela área que ela gosta mesmo ^^

26.1.12


Hoje tornei-me dadora de sangue e isso fez de mim uma pessoa mais feliz. Porque hoje eu sei que "salvei" uma vida.

25.1.12

A entrevista correu muito bem, mas isso não serviu de nada. Não me ligaram nem vão ligar, porque era até ontem e a loja abre amanhã, portanto. E isto deitou-me abaixo, mais do que as pessoas pensam. Isto fez-me chorar. Porque acreditei (acho que foi a primeira vez que acreditei mesmo) que o lugar era meu. Porque o queria mesmo. Porque me esforço e sei que o mereço. Reparem que nem é um trabalho na área, é "só" um trabalho para uma loja.
Fui-me abaixo porque sou rapariga de objectivos e planos e com o trabalho que tenho não posso ter nada. Planos? ahah. Com o dinheiro que sobra (sobra???) ao fim do mês? Pois claro. Namoro há quatro anos e é impensável pensar numa vida em conjunto com o namorado. Quero conhecer o mundo e é impossível fazer uma viagem mais cara. Não quero roupa de marca, nem maquilhagem, nem malas, nem computadores, nem telemoveis nem nada disso.
Quero só um trabalho full-time, para poder organizar a minha vida. Isto é pedir muito?

24.1.12


Agora todos comigo "TOCA, TOCA, TOCA". Ai que neeervos. Grrr


Socorro. Não sei que roupa levar hoje à entrevista. Não é nada de mais, é certo, mas não sei meso que roupa vestir. Quero ir simples, elegante e bonita. Quero cores "vivas" para dar boa energia. Tenho que ir sem saltos porque vou ter que andar a pe. Socoooorro.

Já disse que quero mesmo ficar com este trabalho não já? Já disse para vocês torcerem por mim não já? Então força aí pessoal.

(E hoje que acordei novamente com a marcação de outra entrevista? lol. Mas esta recusei porque não me interessava mesmo. Mas pronto, senão tivesse nada olha, não tava mal :P )

Ontem fiquei chateada com duas situações no trabalho, uma por causa das férias que nem sequer tive escolha para os dias e, outra, por uma partilha de cacifo que nem sequer me foi comunicada. Mas adiante. A minha empresa não anda com as economias muito em cima (se vocês soubessem qual é a empresa caíam de cu) e em algumas lojas já está a haver redução de horário. Adiante.
Hoje foi dia de uma entrevista que correu relativamente bem, tendo em conta que se trata de uma entrevista de grupo nem sei bem que dizer.E à noite ligaram-me para outra entrevista amanhã, É favor de torcerem muito por mim, porque a de amanhã eu QUERO mesmo mesmo mesmo muito ficar lá. É para uma loja é certo, mas adorava ficar naquele trabalhinho :)
Vá, tudo a fazer figas para eu conseguir sim? :D

A gerência deste estaminé agradece :P

22.1.12


E hoje sem esforço nenhum passava o dia no sofá agarrada ao meu gato, a dormitar. Mas o dever chama-me e tenho que ir trabalhar. Bom domingo minha gente :D

20.1.12

Um dia bom consegue-se com a marcação de uma entrevista de emprego e com um emcontro por mero acaso com a nossa melhor amiga, com direito a cafezinho numa esplanada e tudo. Este foi um dia bom. E estes dias sabem mesmo bem.

E já contam por este cantinho 200 post's :D

19.1.12


E hoje foi dia de aproveitar um pouco os saldos. Bºao abusei muito mas pronto, é para o que dá. Já o H. boy, é bem pior que eu :P Agora o que vinha a calhar eram umas sabrinitas e um casaco de malha giro. É esperar :)

17.1.12

Sonhos.

Um dia eu tive um sonho. O sonho do jornalismo. Estudei para aquilo e não, não fui a melhor do curso nem nunca o pretendi, porque sempre soube que queria viver. E vivi. Vivi muito. Fiz sempre de tudo enquanto fui estudante, desde a primária até à universidade. A minha mãe deixou-me sempre fazer o que eu queria, desde que soubesse que a escola estava à frente de tudo, sem que para isso deixasse de viver.
Hoje tenho um curso, nunca perdi um ano a não ser este último da tese. E se muitos andam lá anos e anos e têm sempre bolsa, eu perdi um (UM) e com ele perdi automáticamente a bolsa. Pensei "acabo para o ano". Hoje não quero acabá-la. Não porque ache que não vale a pena, porque vale sempre. Mas porque o sonho já foi. E "o sonho comanda a vida", e é isso que muita gente continua sem perceber. Eu amei o meu curso com uma intensidade tremenda, gostei mesmo daquilo. Não me arrependo e nunca me vou arrepender de o ter tirado. Só tenho pena de estar num país que não me deixa sonhar. Não por se dizer que estamos em crise, até porque como no outro dia me disseram "eu sempre estive em crise por isso não me faz diferença", mas porque o meu país não me deixa sonhar. Porque para se ser jornalista não é preciso ter-se curso nenhum. Porque há gente a trabalhar em jornalismo há uns 40 anos, não têm cursos (ou têm outros completamente diferentes) e ocupam o nosso lugar. Se são bons? Uns sim outros não, o que é certo e verdade é que não há lugar para mim e para outros tantos como eu.
E assim os sonhos fogem e a vontade também. No fundo eu sempre soube que um dia seria assim e foi por isso que no dia que me disseram "vais tirar esse curso para que se não tem saida?", eu respondi "Porque no fundo nada é certo e se tiver que ser frustrada por não ter emprego, ao menos sou feliz por ter o curso que quero".
E é isso. São sonhos.

15.1.12

Feliz Domingo :)


O meu será a trabalhar, mas o simples facto de ser a trabalhar já é motivo de felicidade. Signfica que há trabalho (Grande constatação. ahah)

Beijinhos

13.1.12

Porque este é o nosso país. Porque esta senhora escreve de uma forma fantástica. Porque ela ainda conseguiu ir a Cabo Verde e ao Brasil e eu, e tantos como eu, nem isso conseguiremos. Porque está enorme mas vale mesmo a pena ler.

"Exmo Senhor Primeiro Ministro

Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basílio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.

Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.

Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais difícil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.

Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. "És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro." - disseram-me - "Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção". Fiquei.

Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. "Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom currículo, arranjarei trabalho num instante". Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira 'congelada'. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como "nativa". Tinha como ordenado 'fixo' 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas...

Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci - felizmente! - também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.

Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.

Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar...

Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores - e cada vez mais raros - valores: um ser humano em formação.

Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.

Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro

e como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus"

Myriam Zaluar, 19/12/2011

11.1.12


E amanhã é dia de almocinho em casa de uma amiga com que não "estou" há muito tempo. E quando digo "estou" é no sentido de estar, falar, partilhar, fofocar, etc e tal. E sei que amanhã me vai saber muito bem :) Oxalá a dor de cabeça seja meiguinha comigo e se vá embora...

10.1.12

E quem é que comprou umas galochas lindas quem foi???


...EEEEEUUUUU. Lindas e discretas. Baratinhas. Um amor :) Até ficam justinhas à perna (e ao pé :x) e tudo :P Venha a chuva que no meu pézinho já não entra. weeee.

6.1.12

Geração André

Já toda a gente deve ter lido isto. Mas isto é daquelas coisas que vale a pena ler. Obrigada Filipe Mendonça. Porque eu sou um desses "Andrés". Não sei se fui brilhante, mas fiz tudo o que pude. Trabalhei Sábados, Domingos, Feriados e noites. E paguei, se paguei para trabalhar. Hoje já ninguém se lembra de nada, mas isso são outros "ques".
Vou continuar a enviar curriculus, em vão, mas vou. Entretanto vou trabalhando numa loja ao fim-de-semana. Possivelmente farei disso vida. É assim.

5.1.12

Eu não gostava muito de dormir contigo porque tu querias sempre apagar a televisão. Mas quem me dera hoje poder ainda dormir contigo muitas vezes. Eu nunca tive melhor acordar do que quando tu estavas na minha casa, acordavas-me sempre com cócegas para me fazeres levantar da cama rápido porque como sempre estava atrasada. E quando nos deitávamos brincávamos ao circo. E as vezes que te chateei para me mostrares os dentes? Ou melhor, a ausência deles :P
Se tu ainda fosses viva hoje terias o maior orgulho em mim. Ás vezes imagino como seria se a mãe te ligasse ao fim-de-semana, como habitual, para te dizer que eu tinha passado de ano. E se tu soubesses que eu tinha acabado o curso? Gostava tanto de te ter tido na minha Benção. Quem me dera saber a tua reação quando tirei a carta, já te estou a imaginar a dizer "Agora já podes vir cá quando quiseres". Acho que ias gostar muito do H. e ele de ti, tenho pena que não se tenham conhecido.
E o nosso pequeno I.? Como te ias deliciar com ele.
Nunca me esqueço de ti, no fundo, a saudade nunca morre. E acima de tudo tenho pena de não te ter presente nos grandes momentos da minha vida, de não ter uma fita tua na minha capa, e da tua casa já ter perdido o teu cheiro. Mas na minha memória e na de todos os que te conheceram ficarás sempre, como uma pessoa boa, honesta, meiga. A minha Avó do campo que me fazia cócegas para acordar.

Amo-te Avó A.

1.1.12


O que eu desejo para mim e para todos é que este seja um ano cheio de coisas maravilhosamente boas. Para mim, espero mesmo que seja um ano bem melhor do que o que passou. Acho que 2011 foi para mim um ano vazio. Houve coisas boas, como há sempre, e felizmente não houve nada de muito grave (tirando o facto de não ter feito a tese e ter ficado sem carro, isso para mim continua a não ser "demasiado" grave), mas um ano vazio. Para o ano eu quero mais, quero mesmo. Com as pessoas de sempre, com melhores momentos, com mais saúde, com mais trabalho, com mais e melhor amizade, com projectos e sonhos. O amor que seja o de sempre.
E agora venha de lá esse 2012 e que nos aqueça a todos o coração.
Beijos