19.11.13

Coisas boas...



Li este texto agora mesmo e revi nele a minha mãe. A minha mãe nunca me chateou muito com a escola, a minha mãe nunca me exigiu as melhores notas, a minha mãe nunca me pressionou. Eu sempre soube, mas SEMPRE, o meu dever. O que deveria ou não fazer. Eu nunca precisei que me obrigassem a fazer os deveres. Foi assim que a minha mãe confiou sempre em mim. Tudo o que a minha mãe sempre quis foi que eu fosse feliz. Nunca interessou a área que eu escolheria, nunca lhe passou pela cabeça importar-se se essa área dava ou não emprego, o que ela sempre quis, apesar do seu jeito frio, foi que eu fosse feliz. E foi sempre esse o meu caminho. Fiz as minhas escolhas, escolhi sempre o que me realizou. E é por isso e graças ao caminho que a minha mãe me permitiu percorrer que eu ainda hoje admiro e respeito TODOS os meus professores, sendo-lhes grata a vida toda, é por isso que eu olho para todo o meu percurso como estudante e sei que fui tão feliz em cada escola, e é por isso que, quase a assinar contrato como vendedora de uma loja, eu me sinto imensamente feliz por um dia ter tirado o curso que tirei. Sem me preocupar minimamente se isso me deu emprego ou não.
Se isto é ou não correto? Não sei nem quero saber, tudo o que sei é que um dia, nisto, quero ser uma mãe igual à minha.

"Se quando receberes o teu diploma estiveres com a tua integridade intacta, com a tua auto-estima em alta, com amor e entusiasmo pela vida, cheio de coragem para enfrentar todos os teus desafios, então sim, vou ficar muito feliz e contente. 

Se naquele dia, estiveres com grande auto-conhecimento, em contacto com as tuas emoções, relacionando-te saudavelmente contigo, respeitando te a ti e às tuas necessidades, tanto como aos outros… então vais-me ver com um grande sorriso. Se naquele dia, estiveres com uma grande confiança em ti, acreditando que o teu coração é o teu guia… então, vou-te deixar voar com muita tranquilidade… e digo-te que conseguiste muito mais do que alguma vez poderia esperar."

1 comentário:

L. das horas disse...

Eu não penso assim. Acho bem importante analisar e saber se um curso tem ou não saída. E os pais alertarem para essa situação, sem que façam um pressão tal, que os filhos fiquem infelizes. Acho que penso isto por achar que também seria boa noutras áreas. Não em todas, óbvio, mas noutras tantas.
Hoje em dia, é difícil saber o que garantirá emprego. Um outro outro curso garantem-no, mas já nada é como dantes.