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Mensagens

Das arrumações

Arrumar tudo a funda faz-nos descobrir coisas que já nem nos lembravamos ahah Então, percebi que tenho cremes de corpo até fazer 50 anos. Gel de banho tenho ali em stock até acabar a quarentena. Vernizes que já eram pó, foram para o lixo. E eu que adoro quando as bloggers partilham caixas de amostras e fico sempre a pensar "como é que conseguem???" descobri que, também eu, tenho cá imensas. Coisa boa, o meu gel de limpeza facial está a acabar, vou usar as amostras. O resto vou usando. Já estive a arrumar e separar tudo :) E por aí? Que coisas já descobriram?

Quarentena #2

-Já andava com saudades da minha mãe e da rua. Temos levado isto mesmo à séria e, para mim, nem as caminhadas higiénicas fazem sentido. Como a minha mãe continua a trabalhar e anda de transportes, ontem fui a uma mercearia ao cimo da minha rua para comprar umas coisitas e estive com a minha mãe até ela apanhar o autocarro. Cumprimentei-a com um chuto no pé, não me aproximei dela mas fiquei loucamente feliz só de a ver ao longe. Tirei finalmente o pijama ou o fato de treino, vesti umas calças, uma blusa e as minhas botas. Agora esta roupa "normal" passou quase a ser uma roupa de gala. Caramba, como as coisas mudam. Fizemos uma videochamada para a minha prima na Suíça e voltei a dar mais mil recomendações à minha mãe. Vi-a ir no autocarro como se fosse para longe... Tudo se tornou uma incerteza. Enquanto a minha mãe esperava pelo autocarro passaram dois carros com polícia. Fiquei contente e assustada. - Já lavei tapetes no terraço, já lavei as janelas à mangueirada, já pus...

Há dias...

Há dias que se aguentam melhor. Há dias que custam mais. Há muito para fazer e pouca vontade. Há dias em que pensar o nosso casamento me custa muito, não vou mentir. Já tive um dia em que chorei muito, em que não me apetecia falar com ninguém. Se é fútil? É. Mas é o nosso casamento e, às vezes, ainda não consigo aceitar isto tudo de ânimo leve, apesar de ter SEMPRE plena noção que, o mais importante de tudo, é que nos safemos todos com saúde. Depois há dias em que lês uma moça que andou na universidade contigo que foi mãe e pensas como deve ser duro não poder apresentar o seu filho, de imediato, à família. Depois penso na madrinha de casamento do meu noivo, nossa prima, que vai ser mãe de um bebé tão mas tão desejado e vai estar sozinha na cidade onde trabalha, e nem podemos pegar no carro e ir a correr ver o nosso príncipe encantado. Depois penso em 3 grandes amigas minhas, uma que tem bebé previsto para o dia antes do meu casamento (mas aí quero acreditar que o pai da criança p...

Quarentena #1

Estou deitada no sofá da sala. Em silêncio (ou melhor, a ouvir os vizinhos a discutir). Sem televisão e sem ver notícias. Hoje sinto-me a quebrar e a enlouquecer. Hoje não me apetece saber mais deste maldito vírus... Resta-nos apenas fé. E precisamos de coragem... Posto isto é uma vez que hoje só me apetece mesmo ocupar a cabeça com nada, achei por bem vir contar-vos o que tenho feito na minha quarentena. Estou em casa, sem sair mesmo, desde quinta feira (nem sequer é muito tempo) e tenho tentado não me obrigar a nada, fazer o que tem que ser feito e que me apetece. 1. Já estou farta de cozinhar. Odeio é, agora em casa, "tenho" que fazer as refeições todas. FARTINHA. 2. Tive que arranjar uma segunda data para o meu casamento e falar com todos os fornecedores. 3. Fiz salame de chocolate pela primeira vez. Estava tão bom que o namorado venera salame e ainda cá temos ahah. 4. Fiz sopa de agrião (não sei fazer sopa, por isso é quase uma novidade ahah). 5. Já passei met...

Cenas de um casamento - o Coronavirus

Namoro há 12 anos. Com tanto ano para casar logo tinha que escolher este. É isto que me ocorre. Caso em Junho e as incertezas não saiem da nossa cabeça. Se por um lado queremos acreditar que até lá tudo ficará bem, por outro lado não acreditamos minimamente nisso. O que vos posso dizer? É triste e dói. Foram mais de dois anos a planear este dia e, agora, vem um vírus atormentar isto tudo. Certas pessoas não têm sensibilidade na abordagem, há várias opiniões... Decidimos meter mãos à obra, falar com os nossos fornecedores e procurar alternativas. Se tudo correr bem, perfeito. Se os nossos convidados estiverem em perigo, adiamos. Se eu acredito que é possível? Acredito. Espero mesmo que em Junho já seja possível realizar casamentos, se acredito que é seguro? Não, não acredito. Desta forma, e apesar de a maioria das pessoas dizerem para esperar, comecei a falar com os meus fornecedores das possibilidades para Setembro. Curiosamente já tinha dito ao noivo que, à partida, sobrariam do...

Esta coisa do Coronavirus

Decidi colocar uma imagem bonita porque os tempos não estão assim tão belos. Chegou de mansinho, sem avisar e sem meter medo quase a ninguém. O problema foi quando se instalou e a malta começou a perceber que, afinal, isto não eram só balelas da comunicação social. Não tem sido fácil vir aqui, não por falta de tempo, mas porque a minha cabeça nem sei se anda a mil ou se anda abaixo de zero. No início do mês fui a Lisboa e, ao chegar lá, cancelaram a reunião mensal. A partir daí o Corona não parou, o medo das pessoas começou a aumentar e isto tornou-se real. Nos shoppings os horários reduziram quase para metade no sábado e, a minha loja, fechou hoje. Não sei o que o futuro trará pela porta, mas posso dizer que estou mesmo assustada. Já me perguntaram se isto me causa ansiedade, não causou até hoje. Hoje sim, senti qualquer coisinha. Tenho 3 amigas grávidas e uma prima. E hoje, não sei porque, mas tive medo da minha amiga que vai ter bebé no são João, no Porto. Hoje é o meu prime...

9 anos de Coquinhas

O blog fez 9 anos no Domingo, dia 8, e não me apeteceu escrever. São 9 anos de palavras, de imagens, de histórias, de pessoas. Já chorei e já ri. E, com alguns de vocês sempre desse lado. Outros que chegam e outros que vão. É bom estar por aqui. Obrigada. Foi dia da mulher e eu, que odeio cozinhar, nesse dia foi panquecas, foi peixinho e foi bolo. O Coronavirus está a assustar-me. Lembro-me constantemente de livro de Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira. E ontem morreu a R. Uma vizinha de quem eu gostava tanto mas tanto. Uma memória da minha infância. Uma mulher nova a quem o cabrão do cancro venceu. Na última visita que lhe fiz ela chorou de emoção por saber que me ia casar. Eu disse-lhe que ela ainda regressaria a casa e que me havia de oferecer lá um almoço. E ela deixou-me um conselho... Que viajasse, porque era bom conhecer mundo. Há pessoas que nos marcam, a R. é dessas pessoas. Uma boa semana para todos. Obrigada por continuarem aí.